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O ano começou de forma chocante, ainda que não totalmente inesperada: na madrugada de 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar, invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente, Nicolás Maduro, que segue preso nos EUA. O que se seguiu não foi uma transição democrática, mas uma rearrumação do poder para dar acesso aos norte-americanos ao petróleo venezuelano. Quem assumiu o governo foi a vice-presidente Delcy Rodríguez, em diálogo direto com o governo Trump. Não há horizonte para eleições e tampouco condições para que a oposição se organize de forma democrática.
+ Neste cenário, um dos poucos movimentos visíveis tem sido a libertação de presos políticos, um processo que vem sendo acompanhado por organizações venezuelanas de direitos humanos. | Efecto Cocuyo |
+ Delcy Rodríguez passou a ocupar os holofotes internacionais, o que levanta uma pergunta central: quem é essa mulher profundamente ligada ao regime de Maduro e que agora aparece como figura-chave desse novo arranjo de poder? | Volcánicas |
+ Logo após a invasão, Donald Trump fez um discurso público sobre o papel e interesse dos EUA. Uma análise publicada pela revista colombiana Gaceta chama atenção para a escolha das palavras do presidente norte-americano, que em nenhum momento apontou para a reconstrução democrática da Venezuela. | Revista Gaceta |
+ Diante da avalanche de desinformação sobre o que acontece no país, vale acompanhar o trabalho de jornalistas que estão cobrindo a Venezuela com rigor e proximidade. No Brasil, Janaína Figueiredo, do O Globo, é uma referência em América Latina. Na Venezuela, destacam-se Valentina Laiz, cofundadora do Armando.Info, um dos principais veículos de jornalismo investigativo do país, e Luz Mely Reyes, fundadora do Efecto Cocuyo, site de jornalismo independente. Todas estão ativas no X e no Instagram e são fontes importantes para acompanhar os desdobramentos.
Na Colômbia, a tensão se concentra na reunião prevista entre Donald Trump e o presidente Gustavo Petro na primeira semana de fevereiro. Após uma ligação com Trump, até então alvo de fortes críticas públicas de Petro, o presidente colombiano convocou um grande protesto em Bogotá. Ainda assim, o tom adotado em seu discurso durante o ato foi mais moderado do que o esperado, possivelmente influenciado pelo calendário eleitoral. | El País |
+ No plano interno, o cenário eleitoral colombiano começa a se desenhar. A esquerda já tem Iván Cepeda como candidato, enquanto no centro e na direita surgem múltiplas candidaturas. Especialmente a direita e a extrema-direita vêm capitalizando a invasão promovida por Trump na Venezuela como discurso eleitoral, reforçando uma retórica de segurança e alinhamento com os EUA. | Revista Raya |
Organizações da sociedade civil na Argentina, incluindo a Anistia Internacional e o CELS, denunciaram a reforma do sistema de inteligência promovida pelo governo de Milei. Segundo essas entidades, a mudança pode colocar em risco dados pessoais da população e abrir espaço para uma vigilância massiva. | Anistia internacional |
A primeira viagem internacional do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, foi à Argentina, onde se reuniu com Javier Milei. Organizações da sociedade civil chilena lançaram um alerta para que grupos, especialmente feministas, se mantenham atentos e engajados em relação à nova administração. | La Neta |
O Paraguai tem ganhado destaque na mídia e no debate público recentemente. O país sediou a reunião para fechar o acordo do Mercosul e União Europeia. Além disso, um personagem paraguaio é um dos protagonistas da série Pluribus, uma das mais assistidas do mundo atualmente. Para quem quer se aprofundar, o jornal The Paraguay Post publicou uma série de 10 livros para entender melhor o país. | The Paraguay Post |
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