Copy
Instituto Update | O Realismo Mágico da Política Latino-americana |
Ver no navegador

Amefricanas

Muito antes das constituições liberais, mulheres negras já imaginavam e construíam outros modelos de poder na América Latina.

Em 1827, onde hoje a Casa Rosada e a Pirâmide de Maio se encaram, havia apenas um descampado poeirento, em nada parecido com o cartão-postal mais famoso de Buenos Aires. Na capital dessa república ainda jovem, uma senhora negra caminha entre as igrejas de São Francisco, Santo Domingo e São Inácio, equilibrando um cesto de pastéis e tortas fritas. Ela é apenas uma entre tantas. A cena se repete diariamente, até que, em um dia de agosto, o general Juan José Viamonte trava o passo ao reconhecê-la. Sob as roupas gastas estava María Remedios del Valle, a Madre de la Patria— a mulher que, quinze anos antes, combateu e cuidou dos feridos ao lado de Manuel Belgrano nas guerras da independência, foi capturada e açoitada por ajudar oficiais patriotas a fugir, e carregava no corpo as marcas de uma guerra que a nação já parecia ter esquecido.

Dois séculos depois, María Remedios reaparece na mesma cidade onde terminou vivendo na miséria, dessa vez no centro de um mural de cores vibrantes, entre as ruas Balcarce e Estados Unidos, no bairro de San Telmo. Inaugurada em 2020, a homenagem não permaneceria ali por muito tempo. Em maio de 2024, a obra foi vandalizada e derrubada — o mesmo destino da estátua erguida em sua homenagem na praça Alfonso Castelao, a poucos quarteirões dali.

O mural foi realizado por Kilava em 2020, em colaboração com a artista La Negra Chimba.

Naquele mesmo ano, o Banco Central argentino colocou em circulação a cédula de 10 mil pesos, então a mais alta do país. No centro dela está ninguém menos que María Remedios, a mulher que comandou batalhões e acabou vendendo pastéis na rua. Arrancada dos muros de Buenos Aires, sua imagem passou a circular nas carteiras de milhões de argentinos. 

Que movimento é esse que insiste em empurrar figuras como María Remedios del Valle para as margens da história e, ainda assim, é incapaz de apagá-las da imaginação política latino-americana?
Cédula argentina de 10 mil pesos com María Remedios del Valle e Manuel Belgrano.

A pergunta ganhou fôlego no dia 25 com o Julho das Pretas, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Reunindo memórias negras de diferentes partes do continente, a data recoloca no centro figuras como María Remedios del Valle, indagando o que elas têm a dizer sobre a história latino-americana e que caminhos apontam para o futuro da região.

Nascida também em julho, a historiadora e poeta brasileira Beatriz Nascimento propôs uma virada essencial nessa narrativa: a de que a história se escreve no corpo e na terra. Ao redefinir o quilombo não como um evento distante, mas como um espaço vivo de criação e autogoverno, ela nos deixou uma pista valiosa sobre onde buscar respostas:

“A gente pode dizer tudo sobre o Quilombo, é uma democracia, é uma organização social [...] é uma brecha no sistema. [...]. Desde que eu com dezessete anos comecei a pesquisar Palmares e Zumbi, o que me chamou atenção foi a fuga. A fuga no sentido quase musical da palavra. O momento em que você se sente com total controle, e não precisa fugir para outro espaço.”
— Beatriz Nascimento, teórica, escritora, poeta e ativista brasileira. 
Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é intelectual ativista negra contemporânea de Eduardo Oliveira e Oliveira, Lélia Gonzalez, e Hamilton Cardoso.

Contar a história das democracias latino-americana a partir dessas mulheres significa reconhecer que muito antes das constituições já existiam comunidades que deliberavam coletivamente, organizavam territórios e experimentavam formas de liberdade que seguem a inspirar.

Ao falar de autonomia e do quilombo como espaço vivo, a voz de Beatriz Nascimento encontrou eco em outras trincheiras do continente. Em 1988, a ativista e intelectual brasileira Lélia Gonzalez deu nome a essa virada ao cunhar a amefricanidade. Mais do que uma categoria teórica, o conceito redesenhava a cartografia da região ao tornar visíveis as matrizes africanas e indígenas que estruturam sua história material e simbólica. Em Lélia, os mitos de um continente branco e essencialmente europeu encontravam um contraponto teórico formulado a partir da própria América Latina.

Amefricanidade não é um conceito abstrato: é corpo, verve e território. Não um eco da história, mas um organismo vivo em permanente invenção.

A "Améfrica Ladina" de Lélia nasce da constatação de que a latinidade nunca definiu este continente. Brasil e América Latina não são uma extensão cultural atrasada de Portugal e Espanha, como insiste a narrativa oficial, mas territórios forjados por matrizes ameríndias e africanas. 

É essa América Africana, tantas vezes relegada ao segundo plano, que ajuda a definir quem somos. A prova mais cotidiana disso está na língua: "Nosso português não é português, é pretuguês", dizia Lélia Gonzalez. A frase é uma brincadeira séria, e aponta que a fala carrega ritmo, vocabulário e estrutura que vieram das línguas africanas trazidas pelos povos escravizados, e que sobrevivem até hoje em cada conversa, piada, ou consolo. 

Mas compartilhar uma história não significa reconhecê-la.

Há poucas semanas, bastaram noventa minutos de futebol para que boa parte da América Latina voltasse a imaginar a si mesma como um conjunto de nações inconciliáveis. Enquanto cédulas estampadas com o rosto de María Remedios del Valle circulavam em ônibus, supermercados e bares em todas as províncias argentinas durante a final da Copa do Mundo, outra imagem do país também voltava a percorrer o continente. Críticas legítimas a episódios de racismo protagonizados por membros da torcida argentina rapidamente deram lugar, nas redes sociais, a caricaturas que reduziam uma sociedade de mais de quarenta milhões de pessoas a uma identidade única, homogênea e isolada da experiência histórica latino-americana.

Lisandro Martínez e Cristian "Cuti" Romero, jogadores da seleção argentina. Reprodução: LatFem.

O problema pode até ter começado em campo, mas, como argumenta este artigo da LatFem, vai muito além — e muito antes — do futebol. Quando a crítica legítima ao racismo se converte em um julgamento indistinto sobre "os argentinos" ignora-se a complexidade histórica e racial de um país inteiro. 

Como pontuam Agustina Paz Frontera, Carol Althaller e Jazmín Luzzi, reduzir o racismo argentino à suposta ausência de afrodescendentes significa ignorar uma de suas formas mais persistentes de operar: a classe, historicamente transformada em marcador racial por meio da estigmatização da pobreza e das populações indígenas e migrantes. A campanha virtual reativou ainda um velho mito: o da Argentina branca e homogênea, visão que desconsidera a real demografia da população e os contornos específicos que as identidades negras assumem. 

Tomar a diversidade de algumas seleções europeias como prova de antirracismo pressupõe ignorar que essa diversidade também é fruto de uma história colonial cujos efeitos permanecem vivos. 

O resultado? Um debate que confunde diversidade visível com justiça social e deixa escapar as maneiras sutis como o racismo se inscreve no imaginário compartilhado. 

A amefricanidade oferece justamente o movimento contrário. Em vez de transformar diferenças nacionais em identidades irreconciliáveis, ela nos convida a reconhecer uma história comum suficientemente ampla para sustentar o conflito sem destruir a possibilidade de pertencimento. Afinal, nenhum projeto democrático regional pode nascer da incapacidade de imaginar o outro como parte da mesma história.

Essa história compartilhada também produz maneiras próprias de fazer política. Muito antes de encontrarem lugar nas constituições, as democracias latino-americanas já se ensaiavam, como aponta Tânia Ramirez, Coordenadora de Projetos para América Latina do Instituto Update. Nas costas atlânticas de Honduras, assembleias garífunas seguem deliberando em sua própria língua antes de traduzir decisões ao espanhol, preservando formas de nomear o mundo que escapam ao léxico do Estado. Nos bairros negros de Montevidéu, o candombe continua sendo memória, organização política e reivindicação de direitos. No Brasil, na Colômbia e na República Dominicana, redes de mulheres negras sustentam espaços onde a democracia não se resume ao calendário eleitoral, mas se exerce cotidianamente em rodas de conversa, cozinhas comunitárias, terreiros, associações de bairro e organizações populares.

O que aproxima experiências tão distintas não é necessariamente uma agenda comum, mas uma gramática política compartilhada. Assembleia, cuidado, espiritualidade, território, ancestralidade e ação coletiva deixam de ser tratados como saberes menores para se afirmarem como formas legítimas de deliberação democrática. Durante séculos, essas práticas permaneceram fora do cânone da teoria política. Hoje, revelam justamente que muitas das respostas para a crise contemporânea da democracia talvez já viessem sendo ensaiadas à margem dela. 

À margem? Sim. Mas jamais no vazio: essas formas de resistência foram tecidas sob a mira do próprio Estado. Se a democracia formal manteve as mulheres negras à distância na formulação de direitos, o autoritarismo armado e a violência institucional sempre sabem onde encontrá-las, lembrando que, em tempos de estado de exceção, seus corpos e suas famílias são os primeiros a tombar.

Por que, apesar de uma história política oficial talhada pela e para a branquitude, tantas mulheres negras seguem apostando na democracia? 

Porque, para elas, a democracia nunca se resumiu às instituições. Muito antes de ocuparem esses espaços, já haviam aprendido a deliberar, cuidar, produzir memória e disputar o futuro coletivamente. Talvez seja justamente por isso que essas mulheres continuem recusando confundir a crise das instituições com o esgotamento da própria ideia democrática. 

Da Esplanada dos Ministérios em Brasília aos kuagros de San Basilio de Palenque, do Malecón de Santo Domingo aos bairros negros de Montevidéu, mulheres afrolatinas, caribenhas e diaspóricas seguem desenhando rotas democráticas diante do avanço de projetos autoritários. 

A história tenta empurrá-las para as margens. 

E é justamente daí que elas continuam a reinventar o continente.
Mariana Lozzi
Jornalista e escritora
 
Julho das Pretas: Mulheres negras ocupam as ruas do Brasil
12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Reprodução: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
 

O Julho das Pretas levou mulheres negras às ruas de pelo menos seis capitais: Recife abriu a agenda na sexta (24), cobrando mais representação política; no sábado (25), o giro passou por Belo Horizonte, Belém e Salvador, além da 12ª Marcha carioca e da 11ª edição paulistana, todas no rastro do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela. As mobilizações de norte a sul do país reafirmaram que o "bem-viver" não é um slogan utópico, mas uma tecnologia cotidiana de sobrevivência e um projeto de país que recusa o esquecimento. | Agência Pública e Geledés |

PL da Misoginia: Emenda pode descriminalizar racismo se for “opinião”

A mobilização por justiça e memória nas ruas das duas maiores capitais brasileiras coincide com a tramitação do chamado "PL da Misoginia" na Câmara dos Deputados, em Brasília. Uma emenda aprovada na Comissão de Segurança Pública, e que ainda será votada em Plenário, prevê que manifestações de opinião — incluindo conteúdo racista — deixem de configurar crime, desde que não constituam incitação direta à violência ou à discriminação. A proposta já gerou críticas de parlamentares, que veem risco de esvaziamento da legislação antirracista. | Congresso em Foco |

É adiada na Argentina votação do projeto que facilita a venda de terras a estrangeiros
Ilustração: Reprodução / La Izquierda Diario
O Senado argentino adiou a votação da "Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada", projeto do governo Milei que busca revogar a Lei de Terras de 2011. A proposta elimina o limite de 15% para a compra de terras rurais por capitais estrangeiros, flexibiliza regras para despejos expressos  e altera a Lei de Manejo do Fogo, permitindo a mudança de uso de terras rurais atingidas por incêndios (a proteção a florestas nativas foi mantida no parecer do Senado).

Organizações e oposição alertam que a medida ameaça recursos estratégicos — como aquíferos, florestas nativas e zonas de minerais críticos —, transferindo bens comuns para a especulação imobiliária e o capital privado. Sem quórum para votar a pauta durante o período da Copa do Mundo, a discussão foi remarcada para 6 de agosto, mantendo em aberto o debate sobre o controle do território e da soberania nacional. | Página 12 | 
Mulheres na mira do governo Kast
Camila Vallejo, ex-porta-voz de Gabriel Boric, fala pela 1ª vez desde a saída do governo, e avalia o rumo da política para mulheres sob a administração Kast.


Cumpridos pouco mais de 100 dias da posse de José Antonio Kast no Chile, mudanças na política para as mulheres começam a se consolidar sob o argumento da “gradualidade” e da redução do Estado. Sem revogar leis de imediato, o governo tem reduzido o alcance de políticas públicas. Um dos primeiros sinais veio ainda na formação da equipe, com o rebaixamento do Ministério da Mulher e da Equidade de Gênero, retirado do núcleo do comitê político. O tom da gestão ficou evidente quando Kast afirmou que o país precisava cuidar “do meio ambiente, das mulheres, da cultura, da flora e da fauna”, colocando as mulheres ao lado de áreas tradicionalmente tratadas como objeto de proteção estatal. Organizações da sociedade civil também apontam redução de recursos para programas de autonomia econômica e prevenção da violência, indicando um redirecionamento da política de gênero do governo. | El Ciudadano |

Os sintomas do desmonte e da paralisia legislativa já atingem o cotidiano de milhares de famílias chilenas. Em uma votação apertada (26 votos a 24), o Senado rejeitou a incorporação do projeto de Sala Cuna (Creche) Universal no texto da megarreforma trabalhista. A proposta — que busca garantir o direito a creches e cuidados para mães e pais trabalhadores, além de equiparar os custos de contratação entre gêneros — teve sua tramitação desvinculada do pacote principal e seguirá um caminho separado e mais lento na Câmara Alta. A decisão adia a consolidação de uma pauta histórica para a autonomia econômica das mulheres e a co-responsabilidade no cuidado infantil. | 24 Horas |
 
Sheinbaum envia Lei Geral de Feminicídio ao Congresso
Se o cenário no Cone Sul sinaliza um fechamento para os direitos das mulheres, o México oferece um contraponto de avanço institucional. A presidente Claudia Sheinbaum assinou e enviou ao Congresso a iniciativa que cria a Lei Geral de Feminicídio, destinada a unificar a tipificação, as sanções e os protocolos de investigação do crime em todo o território mexicano. A proposta busca eliminar as discrepâncias jurídicas entre as 32 entidades federativas do país, estabelecendo uma pena mínima padronizada de 40 a 60 anos de prisão, além de responsabilizar servidores públicos que omitam ou atrasem as apurações. | Infobae |
 
Governo de Rodrigo Paz persegue líderes de protestos em meio à crise econômica
Vicente Salazar, dirigente da Federação de Camponeses Túpac Katari de La Paz, Bolívia. Reprodução: Avispa Midia.
A escalada de tensão na Bolívia ganha contornos autoritários após mais de 50 dias de paralisações e bloqueios de estradas. Sob o impacto da escassez de combustível, da alta da inflação e da perda de poder de compra do peso boliviano, o governo do presidente Rodrigo Paz intensificou a resposta institucional. Em vez de abrir canais de negociação com as bases sociais que protestam pelo país, a administração acumula dezenas de processos judiciais e a prisão de dirigentes camponeses e sindicais — acusados pelo Executivo de tentativa de desestabilização. | Avispa Midia |
 
Bukele oficializa candidatura para um terceiro mandato consecutivo

Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele anunciou que disputará um terceiro mandato consecutivo nas eleições de 2027. A confirmação veio após a oficialização de sua candidatura no partido governista Nuevas Ideas, respaldada por reformas promovidas por sua maioria no Congresso que eliminaram restrições à reeleição, ampliaram o mandato para seis anos e extinguiram o segundo turno. A medida, contudo, atropela o próprio ordenamento jurídico do país. Como aponta o advogado salvadoreño Johnatan Sisco, "a Constituição de El Salvador proíbe a reeleição presidencial imediata em mais de sete artigos — trata-se de uma cláusula pétrea que nem sequer poderia ser modificada, prevendo até a perda da cidadania para quem a promova". O contraste entre o amparo constitucional e a força do Executivo consolida a ruptura institucional. | La Política Online |
 


Dicas da quinzena da equipe do Instituto Update para você.
🖥️ MIRA o documentário Fuerza Latina, sobre Eileyn Ugueto, artista, gestora cultural e percussionista afrovenezuelana. Aos 22 anos, ainda em seu país, ela descobriu sua própria identidade afro. Hoje, com quase 8 milhões de venezuelanos vivendo fora do país (dado da ACNUR), Eileyn transmite essa herança através da dança e do tambor, ao lado do grupo Tierrasana — uma reflexão sobre o que sustenta a identidade quando a terra fica distante. Neste documentário Negra Ugueto visita Todasana, povoado caribenho do Estado de La Guaira, e compartilha sobre a importância de seus “cultores”.
📚 LEE o livro Imaginários emergentes e mulheres negras, de Rosane Borges (Editora Instante). Jornalista e doutora em Comunicação pela ECA-USP, Borges analisa como mulheres negras produzem novas formas de visibilidade e narrativa a partir da mídia, da cultura e das redes digitais — desafiando estereótipos históricos e reposicionando mulheres negras como produtoras de sentido, não apenas objeto de representação.
🎧 ESCUCHA o podcast Escute as Mais Velhas. Na segunda temporada, Sueli Carneiro e Neca Setubal entrevistam mulheres negras históricas, entre elas Nilma Bentes (fundadora do Cedenpa e criadora do conceito político do "bem viver"), Cida Bento (psicóloga social, autora do conceito de "pacto narcísico da branquitude") e Jurema Batista (fundadora da Associação de Moradores do Andaraí e indicada ao Nobel da Paz), vozes que preenchem lacunas da história do feminismo negro brasileiro.
 (Ouvir no Spotify.)

💃🏽 BAILA com DJ Flauer (Florencia Gomes), DJ, atriz e arquiteta afroargentina descendente de Cabo Verde. Cofundadora da Ebony Sunset — espaço de celebração e resistência antirracista em Buenos Aires — e protagonista do documentário Afroargentinas, ela transforma a pista de dança em território de disputa: "ter alegria é resistir".
Encaminhe O Realismo Mágico Encaminhe O Realismo Mágico

Se você conhece organizações interessadas em financiar a inovação e a imaginação política latino-americanas, conecte-as com a gente.
Escreva para [email protected]

Quer modificar a forma de recebimento destes emails?
Você pode alterar suas preferências ou retirar seu email desta lista.

Website Website
LinkedIn LinkedIn
Instagram Instagram