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Instituto Update | O Realismo Mágico da Política Latino-americana |
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Soberania, modos de usar 

Da Amazônia equatoriana aos Andes, mulheres mostram que soberania também se constrói de dentro para fora, e sempre em conjunto

Na entrada de Serena, uma comunidade quíchua da Amazônia equatoriana, há uma guarita. Quem chega precisa dizer quem é e o que quer ali, quem decide se a pessoa passa são as mulheres.

Há anos que parecem valer por décadas. 2026 é um deles. No Brasil, itens básicos do cotidiano ganharam novas tarifas, vistos foram cancelados e o Pix virou assunto de política externa. Uma eleição inteira aprendeu a olhar por cima do ombro para Washington. Algumas palavras envelheceram depressa. Outras voltaram com outro peso, outra pronúncia. Soberania é uma delas.

Soberania parece uma palavra grande, dessas que sobram na boca. Parece vir com tudo dentro. Atravessou tratados, desenhou fronteiras, serviu de pretexto para guerras e entrou na letra dos hinos. Em todos esses lugares, a disputa foi pelo poder de decidir quem entra, quem trabalha, quem extrai e quem lucra.
É a pergunta da guarita de Serena, feita na escala de um continente.

Para pensar essa palavra, nos propomos a olhar para dois espelhos.

O primeiro é o de Narciso. No mito grego contado por Ovídio nas Metamorfoses, um jovem se debruça sobre uma fonte e se apaixona pela própria imagem. Ele não consegue mais sair dali. Definha à beira da água, sem enxergar nada além de si.

O segundo é o abebé de Oxum. Nas tradições Yorubás que atravessaram o Atlântico e chegaram ao candomblé, Oxum é a orixá das águas doces e do ouro. Seu abebé é um leque dourado com um espelho no centro. Oxum se olha nele para se conhecer e, ao se reconhecer, visualiza seus ancestrais e sua comunidade. Nas cosmovisão yorubá, o mesmo espelho serve como arma para devolver ao agressor a própria imagem.

Dizem os antigos que quando os Orixás chegaram à Terra, os homens passaram a se reunir sem Oxum para decidir os rumos do mundo. Nada do que planejavam dava certo, afinal, nada prospera sem água. A vida só voltou a correr quando Oxum foi chamada ao conselho.

Narciso definha diante de seu próprio reflexo na água. Oxum é a própria água. 

Um espelho prende quem não vê nada além de si mesmo. O outro reflete quem se olha e também quem veio antes, um eu-e-nós de muitas gerações.

Abebé - Objeto ritual de Oxum. Acervo de etnologia africana e afro-brasileira do Museu Nacional/UFRJ - Rio de Janeiro, Brasil

Na América Latina, esse vocabulário dispensa tradução. Venezuela, Cuba, México e tantos outros conhecem há muito o vocabulário do “Hemisfério Ocidental”, das “zonas de influência” e da “segurança nacional” — palavras que costumam chegar até nós acompanhadas de embargos, desembarques militares, operações clandestinas e governos derrubados de fora para dentro. 

Na nossa parte do mundo, soberania talvez seja algo que aprendemos a reconhecer quando falta. De onde vem a força que a sustenta? Da capacidade de impor ou do reconhecimento dos vizinhos? E cabe nela um país grande e cheio de tensões internas? Mulheres, povos originários e comunidades negras ficaram por séculos fora do "nós" entoado nos hinos e firmado nos tratados. Que "nós" é esse que precisa deixar tanta gente à margem para se afirmar?

Em Fascismo à brasileira (Planeta, 2020), Pedro Doria reconstrói o integralismo da década de 1930. Encontra ali uma ideia que persiste na política autoritária. A pátria só pede defesa quando está ameaçada, e toda ameaça precisa de um rosto. Há cem anos, esse inimigo troca de nome e de endereço, do "subversivo" das ditaduras à "ideologia de gênero" de agora. A função segue a mesma: organizar o "nós" de tantos autoritarismos e preservar os pactos que mantêm o Sul Global no lugar que o colonialismo lhe reservou.

O paradoxo aqui é que um poder organizado para derrotar seus inimigos depende deles para continuar existindo. Precisa combatê-los, mas não pode ficar sem eles. A essa lógica interessa manter vivo um espectro que ronda o continente, dotado de forças quase mágicas, contra o qual é preciso se defender a qualquer custo.

É a lógica de Narciso levada à política. O outro só entra na imagem como contraste, e o que não devolve a imagem vira ameaça. Diante desse espelho, a pergunta "quem sou?" ganha outra formulação:

“Diz-me contra quem estás e te direi quem és.”
Em jogo, quase sempre os mesmos símbolos: as crianças, a família, os valores. E não é por acaso que, quando a política se organiza em torno da defesa da família, tanto do que se pretende proteger termina inscrito no corpo e na vida das mulheres: elas são tratadas como território a ser protegido e raramente são parte do conselho que decide os rumos do mundo. É também daí, das periferias do mundo, que muitas delas vêm reivindicando uma soberania radicalmente diferente daquela dos líderes autoritários do Norte ao Sul Global.

Quem cabe no "nós" soberano entoado nos hinos, firmado à caneta nos tratados e proclamado dos púlpitos? Mulheres, povos originários e comunidades negras ficaram por séculos do lado de fora dessa palavra. Que "nós" é esse que precisa deixar tanta gente à margem para existir?

Lélia Gonzalez chamou de amefricanidade a experiência comum de resistência dos povos negros e indígenas nas Américas. É por essa fresta que vemos o reflexo do abebé de Oxum. Ele ajuda a ver uma inteligência política que as mulheres latino-americanas, caribenhas e africanas praticam há muito tempo.

Na contramão dos Narcisos, os espelhos de Oxum servem para se conhecer, para se defender e defender princípios coletivos. Uma soberania feita à imagem dele protege porque antes constrói. Encontra a si mesma no encontro com o outro. Estende-se como uma mão, como uma rede. É a soberania de fazer junto. De tecer.

Esse tipo de soberania pode até precisar de força, mas não tira dela sua autoridade. Nem precisa de um Estado para existir. Pode caber numa aldeia, no rio de que ela vive e nos caminhos que levam até eles. A América Latina está cheia de lugares assim, pequenos para o mapa ocidental e de tamanho incomensurável para quem vive desse chão.

Voltamos à guarita de Serena. Em 2020, mais de 40 mulheres quíchuas da comunidade, às margens do rio Jatunyacu, na província amazônica de Napo, formaram a Yuturi Warmi. É a primeira guarda indígena do Equador liderada só por mulheres. O nome vem da yuturi, uma formiga amazônica que não deixa ninguém entrar no formigueiro sem permissão. Pacífica até que alguém tente. Aí, morde.
Elsa Cerda, presidenta de Yuturi Warmi. Foto: Yuturi Warmi

Antes de serem uma guarda, as mulheres de Serena já se reuniam. Desde 2016, faziam oficinas de artesanato para gerar renda para suas famílias e recuperar técnicas tradicionais de tecelagem. Começaram em sete ou nove. Foi em fevereiro de 2020 que descobriram que a bacia do Jatunyacu havia sido concedida à mineração de ouro.

A notícia trouxe algumas delas de volta para casa. María José Andrade Cerda, uma das lideranças mais jovens do grupo, havia saído da comunidade para estudar relações internacionais e negócios; diante da concessão, teve de escolher entre seguir a carreira que começava e voltar para Serena. Voltou. As mulheres marcharam. Outras se juntaram.

Quando perceberam que os homens não se organizariam para expulsar os mineradores, decidiram fazer isso elas mesmas.


Passaram a percorrer o território, vigiar suas entradas e denunciar a atividade mineradora às autoridades. Uma vez por mês, percorrem os limites de uma área de 800 a mil hectares. Na entrada principal de Serena, ergueram uma guarita para controlar quem chega a uma comunidade de cerca de 160 pessoas. A primeira concessão deveria durar uma década. Durou um ano. Depois vieram outras empresas, garimpeiros ilegais e tentativas de convencer lideranças locais a vender terras. A resposta continuou a mesma: ali, mineração não entra.

Quase dois séculos e meio antes de as mulheres de Serena decidirem o que podia ser feito de seu território, outra mulher já colocava a mesma pergunta à prova. Em 1781, Bartolina Sisa comandava, ao lado do marido Túpac Katari, o cerco indígena a La Paz, no território da atual Bolívia, então parte do Alto Peru sob domínio espanhol. 

Por mais de cem dias, dezenas de milhares de insurgentes aimarás fecharam os caminhos de acesso à cidade e interromperam seu abastecimento. Bartolina organizava provisões, recrutava combatentes e tomava decisões militares; quando Katari partia para outros fronts, chegava a assumir o comando do cerco.

Capturada em 1781, Bartolina Sisa passou mais de um ano presa. Em 5 de setembro de 1782, foi levada pelas ruas de La Paz até a forca; depois de morta, teve a cabeça e as mãos expostas em diferentes pontos da região “para público escarmento”, como determinava a sentença. Dois séculos mais tarde, em 1983, o Segundo Encontro de Organizações e Movimentos da América, em Tiahuanacu, escolheu o 5 de setembro como Dia Internacional da Mulher Indígena. Hoje, a data é reconhecida também pelas Nações Unidas.

O nome dela segue organizando gente: fundada em 1980, a Confederação Nacional de Mulheres Camponesas Indígenas Originárias da Bolívia “Bartolina Sisa” tornou-se uma das principais organizações de mulheres rurais do país e reúne mais de 100 mil integrantes.

Bartolina Sisa ao lado de Túpac Katari e Simón Bolívar na cédula de 200 bolivianos, em circulação desde 2019.

Nem as guerreiras de Serena nem Bartolina exercem um poder mais brando ou mais "feminino" que o dos homens. Elas mostram outra possibilidade. Defender o próprio poder de decisão sem reivindicar o poder de decidir pelos outros. Em Serena, isso quer dizer escolher quem entra e o que se faz com a terra. Quer dizer também construir as condições para continuar vivendo nela. Há um "nós" soberano aí. Tão forte que dispensa um "eles".

A guarda de Serena começou com sete ou nove artesãs. A confederação que leva o nome de Bartolina reúne hoje mais de 100 mil camponesas. Entre um número e outro, cabe uma América Latina inteira de mulheres que aprenderam a decidir juntas, em aldeias e quilombos, nas beiras de rio e nas bordas das cidades.

Oxum conhece esse caminho, um de seus títulos políticos é Iyalodê, a mulher que zela e lidera outras mulheres. 

Neste domingo, milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas. Mas a escolha que fazemos não termina quando as urnas fecham. Ela continua cada vez que decidimos quem pode ocupar os espaços de poder, quem pode falar, quem será ouvido e quem continuará do lado de fora.

Quando o país se olhar no espelho, a pergunta não será apenas quem venceu, mas quem se vê refletido nele.

O Brasil  tem diante de si dois espelhos:

O de Narciso devolve um rosto esgotado em si mesmo. 
No Abebé cabe o próprio reflexo, cabe as que vieram antes, as que estão ao lado e as que ainda vão chegar.

Talvez seja por isso que tantas mulheres tenham aprendido a fazer política juntas antes mesmo de serem autorizadas a ocupar o poder.

Há futuros que só aparecem quando a gente deixa de olhar apenas para si.

Desde 1871, setembro
Imagen de portada: Lukas Solís / Agencia Uno

Neste 28 de setembro, mulheres voltaram às ruas em diferentes pontos da América Latina pela descriminalização e legalização do aborto. Houve mobilizações da Argentina ao México: no Chile, foram convocados atos em dez regiões; em Bogotá, diferentes marchas convergiram para o centro da cidade; no México, manifestações voltaram a cobrar que avanços legais se transformem em acesso efetivo. O 28S deste ano encontra a região em um momento de disputa aberta sobre direitos sexuais e reprodutivos — no Chile, organizações denunciam iniciativas para restringir o acesso ao aborto sob o governo Kast; na Argentina, a lei continua vigente, mas organizações apontam cortes e obstáculos à sua implementação sob Milei.
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Chilevisión | Bogotá | Animal Político |

O 28S nasceu no V Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado na Argentina em 1990, por proposta da delegação brasileira. A escolha da data recuperava o 28 de setembro de 1871, quando o Brasil promulgou a Lei do Ventre Livre, que declarava livres filhos e filhas de mulheres escravizadas nascidos a partir dali. Ao aproximar autonomia reprodutiva e abolição, feministas latino-americanas colocavam raça e classe dentro da disputa pelo direito de decidir — uma memória que, 36 anos depois, segue atual. | Infobae |

Segurança também se faz correndo juntas

Doze grupos de corrida ocuparam as ruas de diferentes cidades do Brasil no domingo (27) para lançar a campanha Bota Ela no Mapa. A iniciativa reúne histórias de mulheres que criam redes de cuidado, pertencimento e proteção dentro e fora das pistas — e parte de uma provocação: onde tem mais mulher, tem mais segurança.

A frase inverte uma imagem recorrente no debate sobre segurança pública, em que mulheres aparecem sobretudo como vítimas, e coloca no centro as estratégias que elas próprias constroem para ocupar a cidade. Com a participação feminina na corrida de rua crescendo de 42% para 50% em apenas um ano, esses grupos também transformam um gesto cotidiano — correr juntas — em uma forma de tornar o espaço público mais habitável. | Bota Ela no Mapa | Alma Preta | TV Cultura |

Candidatura não termina na urna
As mulheres negras avançaram nas eleições brasileiras, mas continuam sendo o grupo com menor chance de transformar uma candidatura em mandato no Congresso. Em 2022, apenas 1,5% das candidatas negras foram eleitas, menos da metade da taxa das mulheres brancas (3,5%) e quase seis vezes abaixo da dos homens brancos (8,8%). A distância persiste apesar do avanço na representação: entre 2018 e 2022, o número de mulheres negras eleitas para Câmara e Senado passou de 14 para 29. O diagnóstico aponta para um funil que acontece depois que uma candidatura entra na disputa: acesso desigual a recursos, estruturas partidárias e violência política ajudam a decidir quem consegue chegar ao outro lado da urna. | Agência Patrícia Galvão |
O que não volta no orçamento

O projeto de Orçamento 2027 de Javier Milei prevê aumento do gasto público na Argentina, mas parte das políticas sociais chega ao próximo ano muito menor do que era antes de seu governo. Em valores reais, a Educação Sexual Integral terá 98,5% menos recursos que em 2023; as políticas de prevenção e atendimento à violência de gênero, cerca de 89% menos; e o programa de saúde sexual e reprodutiva, quase 30% menos. O Programa Acompañar e a Linha 144, voltados a mulheres em situação de violência, seguem pelo terceiro ano sem aparecer como rubricas específicas. A recuperação prevista para algumas áreas em 2027, portanto, não recompõe o que foi retirado desde 2023.
| Los Andes | Chequeado |

 Autoridade ancestral
Um juiz da Guatemala encerrou o processo contra María Juana Elías, ex-vice-prefeita indígena dos 48 Cantones de Totonicapán, acusada de terrorismo, associação ilícita e obstrução da justiça por ajudar a organizar a greve nacional de 2023. A mobilização defendeu o resultado das eleições diante das tentativas do Ministério Público, comandado por Consuelo Porras, de impedir a posse do presidente eleito Bernardo Arévalo.

O tribunal também determinou que Elías seja incluída no pedido público de desculpas do Estado aos 48 Cantones. “Não somos uma organização criminosa, somos uma organização ancestral”, resumiu Eduardo Tax, presidente da entidade. Quem saiu às ruas para defender o resultado das urnas passou os anos seguintes respondendo por isso. | Prensa Comunitaria |
“Nós somos mães”
Em Ensenada, na Baixa Califórnia, México, o coletivo Rastreadores del Silencio encontrou restos humanos em 12 pontos de uma região disputada por grupos do narcotráfico. As autoridades participaram das buscas, mas foram as famílias que chegaram primeiro. “Não somos investigadoras, não somos peritas, não somos policiais. Somos mães”, disse Karina Méndez, líder do coletivo. O Estado acompanha. Quem cava são elas.
| Infobae México |

Dicas da quinzena da equipe do Instituto Update para você.
🖥️ MIRA Daughters of the Tallest Tree (2026), a antologia documental que reúne a história das mulheres de Serena — que abriu esta edição da Realismo Mágico — e outras quatro, filmadas no Equador, Tailândia, África do Sul, Iraque e Chipre. Em diferentes continentes, o filme acompanha mulheres que transformam experiências locais de resistência em formas de organização coletiva. Depois de passar pelo circuito internacional de festivais neste ano, é também uma chance de reencontrar em movimento uma história que começou algumas páginas atrás.

🎧 ESCUCHA Caixas pretas, episódio do Rádio Novelo Apresenta em que a jornalista Letícia Leite volta à queda do voo 1907 da Gol, em 2006, por um ângulo que ficou quase fora da história: o impacto da tragédia sobre o povo Kayapó, em cujo território o avião caiu. Ao reconstruir o acidente e a busca pelos corpos a partir de quem vivia ali, a reportagem abre outra pergunta: o que acontece quando uma tragédia termina para o noticiário, mas continua acontecendo no território?
💃🏽 BAILA com Gracias a la Vida (1976), primeiro disco do Tarancón, grupo brasileiro que há cinco décadas ajuda o país a se reconhecer como parte musical da América Latina. Violeta Parra, Víctor Jara e Atahualpa Yupanqui aparecem ao lado de canções populares bolivianas, caribenhas e brasileiras, entre charangos, quenas e zampoñas. Cinquenta anos depois, o disco continua fazendo o Brasil olhar para os Andes, para o Cone Sul — e um pouco mais para dentro de si mesmo.
A mesma leitura da política latino-americana que chega até você, agora também para quem lê em inglês.

Para nós, levar o Realismo Mágico para o inglês é uma forma de ampliar essa conversa. Há países da nossa própria região, como Guiana e Belize, em que o idioma é oficial. E há todo um Sul Global anglófono, do Caribe à África, que também cabe nessa troca.

Conhece alguém que gostaria de ler a news em inglês? Uma amiga, colega de trabalho? Encaminha esta edição para essa pessoa. Conta que a versão em inglês estreia em outubro e convida para assinar.

Cada convite ajuda a tecer uma América Latina e um Sul Global mais conectados. Uma comunidade que se informa junta, reconhece lutas comuns e divide o espanto diante do extraordinário do cotidiano.

* Se você nos acompanha em português ou espanhol, nada muda. A news continua chegando normalmente à sua caixa de entrada.
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